Celebrar o FATAL é viver o Teatro Universitário. É reviver, no eterno agora, a inocência e a inquietação da juventude, a liberdade de estar, de agir e, sobretudo, de pensar.
Em 20 anos de atividade, houve espaço para espetáculos, troca de experiências, intercâmbio, convívio, criatividade, aprendizagem, muito empenho e dedicado trabalho.
De 2 a 12 de maio, o FATAL apresenta 20 espetáculos, distribuídos por duas categorias: Em Competição e Mais Fatal. Prometemos uma programação diversificada.
Este ano o FATAL volta incluir na sua programação Outras Cenas, performances e exposições, que decorrerão em vários espaços da Universidade de Lisboa. Garantimos: em abril não encontram Outras Cenas mais interessantes para ver.
Nesta edição, o Festival renova parcerias e vai a cena em diferentes equipamentos culturais da cidade de Lisboa, nomeadamente no Auditório Carlos Paredes, Auditório da Biblioteca de Marvila, Auditório Orlando Ribeiro e no Auditório da Cantina Velha da ULisboa.
Aos 20 anos o FATAL celebra a vida, a jovialidade, a pureza, a irreverência e a liberdade. Assim se caracteriza o Teatro Universitário. Assim se caracteriza o FATAL.
Quer saber mais sobre estes 20 anos?
“Por cultura entendo a mais intensa vida interior, a de mais batalha, a de mais inquietação, a de mais ânsia”. Vem-me à memória esta citação do filósofo e escritor espanhol Miguel Unamuno quando me pedem uma breve dedicatória a Isabel Maçana Bruxo, muito justamente a pessoa distinguida pelo FATAL na comemoração do seu 20.º aniversário.
Foi em 1996 que Isabel Bruxo, enquanto Diretora do Gabinete de Atividades Culturais da Universidade de Lisboa, organizou um ciclo de Teatro Universitário “UL em cena”. Nesta primeira edição foram a cena, na Cidade Universitária, 6 espetáculos que surpreenderam pela sua criatividade. A programação incluiu ainda uma Exposição e uma Conferência com o propósito de dar visibilidade ao Teatro Universitário.
O sucesso desta iniciativa trouxe a Isabel Bruxo a vontade de ir mais além e nem mesmo a carência de recursos a afastou da ambição de desenvolver um festival inédito de Teatro Académico, assente nos anseios e inquietações, na força e na vontade dos estudantes da Universidade de Lisboa.
Assim nasce o FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa que se assume, ainda hoje, como um acontecimento ímpar no panorama cultural do País. Destaque também para o incentivo indiscutível do Professor José Barata- Moura que assumiu, pela primeira vez na história do Teatro Académico, a produção de um festival sob a tutela de uma Universidade.
Depois da primeira edição o FATAL fica cada vez mais ambicioso. A sua programação passou pelos teatros da Trindade, Maria Matos, da Politécnica, bem como por inúmeros espaços da capital. Ao longo das várias edições, o FATAL tornou-se um palco interdisciplinar, acolhendo espetáculos, tertúlias, workshops, conferências, música, dança, performances, fotografia, pintura e instalações artísticas.
“Avocando o meu pendor humanista direi, como responsável pelo FATAL, que em projetos desta natureza e complexidade há entidades e pessoas que são insubstituíveis. Elas reconhecer-se-ão nesta observação simples e sentida, a que acrescento um obrigada tão cúmplice como grande”. Foram estas algumas das palavras de Isabel Maçana Bruxo pronunciadas, em 2009, relativamente ao FATAL e a todos os que, de alguma forma, dignificaram e engrandeceram a produção deste Festival.
Em 2019 o FATAL presta uma sentida e calorosa homenagem à Isabel, que atribuiu um cunho de jovialidade e irreverência que ainda hoje se reflete na identidade do Festival. Passados 20 anos, o FATAL constitui parte do ADN cultural da Universidade de Lisboa, tendo sido acarinhado pelas sucessivas equipas Reitorais. O Festival, graças ao empenho e dedicação da Isabel, estabelece ainda hoje muitas e diferentes pontes: entre os grupos de teatro universitário, as universidades, e os vários sectores da sociedade e as distintas personalidades que os representam.
- Dinis Costa
Departamento de Relações Externas e Internacionais da Reitoria da Universidade de Lisboa, Núcleo de Programação Cultural e Ligação à Sociedade
Na sua 20.ª edição, o FATAL traz Outras Cenas a vários espaços da Universidade de Lisboa.
Garantimos: em abril não encontram Outras Cenas mais interessantes para ver.
Todas as performances têm uma lotação. Para garantir o seu lugar, faça a sua reserva através do email: fatal@reitoria.ulisboa.pt até às 15h00 do próprio dia da apresentação.
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
2h | 80 pessoas
O Gerador junta-se ao FATAL - Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa para apresentar duas performances artísticas inéditas e surpresa, que não serão reveladas até ao último segundo. Sim, é verdade, só se fores é que descobres o que se vai passar
O Museu Nacional de História Natural e da Ciência, um espaço da Universidade de Lisboa, abre as suas portas para este final de tarde único e improvável.
A entrada é gratuita, mas limitada a 80 pessoas. A partir das 17h serão distribuídas as senhas que garantem a entrada do público.
TUT - Teatro Académico da ULisboa
50m | 60 pessoas
Jean Cocteau inspirou-se na vida amorosa da sua amiga Edith Piaff para escrever "A Voz Humana". Desde a sua estreia em 1930 esta peça tem vindo a ser interpretada por actrizes de todo o mundo, como Ingrid Bergman, Liv Ullmann, Simone Signoret, Anna Magnani, e entre nós por Maria Barroso, Eunice Muñoz, Io Appolloni, entre outras.
Agora, 60 anos depois da estreia a 6 de Fevereiro de 1959 da versão lírica de Francis Poulenc, e celebrando o 120º aniversário do seu nascimento, bem como do 130º aniversário do nascimento de Jean Cocteau, estreamos "A Voz Humana ao Piano".
Um grupo de actrizes melancolicamente ardentes e uma compositora e pianista serenamente mágica transmigram-nos para um outro lugar, onde os tempos, as vozes e as almas se encontram ao som da música, na qual ecoam cintilantes esferas.
Sobre esta peça apenas quero dizer: Ama! Se nunca amaste ninguém, ama. Mesmo que o teu amor não seja correspondido, ou pelo menos não da forma como gostarias que o fosse. Não tenhas medo! Ama incondicionalmente, até te esqueceres de ti, e viveres somente em função de outra pessoa. Se o fizeres irás encontrar o que ignoras. Que tens uma vida interior que só podes alimentar quando te sentes num estado de estranheza e abandono. Quanto mais fundo subires, quanto mais alto desceres, quanto mais escura for a luz da passagem, melhor aprenderás a renascer. Sê o princípio e sê o fim. E esse tempo aparentemente perdido será a matéria e obra da tua criação.
- Júlio Martín da Fonseca
Nota: Este texto não foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico
Conceção e Direção Artística: Júlio Martín da Fonseca
Dramaturgia: Lígia Cruz e Júlio Martín da Fonseca
Música: Helena Reis
Interpretação: Alisa Kandratsyeva, Bárbara Querido Oliveira, Ana Coutinho, Filipa Figueiredo, Inês Carrilho, Inês Gonçalves, Júlia Coutinho, Juliana Donato, Leonor Belo, Manuela Martins, Mariana Carvalho, Vera Freire e Helena Reis (ao piano)
Produção: TUT - Teatro Académico da ULisboa
Apoio: Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, GECAPA - CLEPUL
Vera Freire, Raquel Barata
1h | 15 crianças (acompanhadas, no máximo, por 2 adultos cada uma)
O que seríamos nós sem a Natureza? O que seria a nossa vida sem as plantas, as suas folhas, flores e os frutos? As plantas estão sempre presentes no nosso dia-a-dia, mas será que as vemos e escutamos? Nascemos e crescemos num Planeta carregado de energia e matéria, onde tudo se interliga. Nesta viagem pelo Jardim Botânico de Lisboa, marcamos encontro com a Vida, descobrindo as plantas que nos rodeiam. Vamos ver, ouvir, tocar, cheirar e, por fim, partilhar o que experimentamos ao longo desta aventura.
Faixa etária: 6-10 anos
Conceção e Interpretação: Raquel Barata e Vera Freire
Texto: Raquel Barata e Vera Freire
Música e Letra: Helena Reis e Vera Freire
Imagem: Tatiana Moreira
Cisterna da Faculdade de Belas-Artes
4h | 50 pessoas
Uma performance interdisciplinar e duracional, que parte da história física da Cisterna do antigo Convento de São Francisco, atual Faculdade de Belas-Artes da ULisboa. Este espaço, outrora ocupado pela água, tem uma dinâmica singular que contagia os corpos, a luz, o som e a matéria que os performers vão ocupar, deixando-se influenciar pela ideia de Fluxo (temporal, corporal, luminoso, sonoro, material e de consciência) enquanto conceito.
Tendo em conta as condições do espaço, este apenas pode ser visitado por 10 pessoas em simultâneo.
Criação: Colectivo249
Direção: Ilpo Lalli
Criação e Operação Técnica: Rafael Prazeres e Tomé Mira
Performers: António Liberato, Beatriz Pereira, Clara Forte e Hannah Badura
Espaço Expositivo do Caleidoscópio
No ano em que o ARTEC comemora vinte e cinco de vida expõe no Caleidoscópio um quarto de século de personagens, textos, figurinos e cenários da sua criatividade.
Esta exposição quer, mais do que comemorar um tempo passado, homenagear as centenas de Artequianos que viveram no grupo mais que uma vida.
A inauguração é no dia 30 de abril às 19h00. Contamos convosco.
A fotografia é uma expressão artística que vive da luz e do movimento. O FATAL, bem como o Teatro Universitário, é uma fonte inesgotável destes elementos, um espaço onde o domínio da técnica permite registar momentos únicos e irrepetíveis.
No decorrer da última década, o MEF - Movimento de Expressão Fotográfica tem desenvolvido um Workshop de Fotografia de Teatro em parceria com o FATAL. Graças a esta parceria, hoje o FATAL tem um arquivo fotográfico de excelência, com imagens de espetáculos de todos os grupos de Teatro Universitário nacionais, bem como de muitos outros estrangeiros que por aqui passaram, contribuindo assim para a internacionalização do festival.
Também a identidade gráfica do Festival acompanhou a evolução da utilização da imagem, durante as últimas duas décadas.
Desta constante mutação resultam 20 cartazes muito díspares, onde podemos observar trabalhos em que se destacam a ilustração, o grafismo e a fotografia.
Em tom de retrospetiva, mostramos 20 edições do Festival num formato dinâmico e onde tudo começa e termina: a Caixa Negra.
A FATAL Caixa Negra é um elogio do FATAL ao Teatro Universitário. Uma experiência imersiva num espaço com uma ligação antiga aos grupos de Teatro Universitário da Universidade de Lisboa e ao próprio FATAL.
A inauguração é no dia 23 de abril às 17h00. Contamos convosco!
Conceção e curadoria: MEF, DREI - NPCLS e NC
Imagem: MEF
Videografia: Miguel Miranda e Miguel Rafael, Gabinete Multimédia Faculdade de Arquitetura ULisboa
Sonoplastia: Luís Lucena
A função principal de um arquivo é manter a memória viva. Um arquivo implica espaço físico com condições de preservação de diferentes matérias. Documentos, figurinos e cenários são apenas alguns dos elementos de que vive a prática teatral. Como preservam, ou não, os grupos de Teatro Universitário o seu espólio? Estará a memória do Teatro Universitário comprometida?
Cada vez mais, os grupos de Teatro Universitário apresentam espetáculos que partem de textos inéditos, muitas vezes construídos em processos de colaboração entre os seus elementos. Terá esta nova forma de fazer dramaturgia impacto na estética dos trabalhos apresentados? O Teatro Universitário contribui, de forma particular, para a dramaturgia contemporânea portuguesa. Vamos saber como.
Como subsistem os grupos de Teatro Universitário? Em que condições? A falta de financiamento e de um espaço próprio de ensaio são os principais constrangimentos, com forte impacto nos processos de criação artística. Mas serão só estes? Vamos ouvir, na primeira pessoa, os problemas que enfrentam hoje, os grupos de Teatro Universitário as soluções que vão encontrando para que esta nobre atividade não desapareça.
Em ano de aniversários, o GrETUA reúne no FATAL Bruno dos Reis, encenador, Beatriz Fonseca, atriz e coordenadora do núcleo, entre outros membros que fizeram e fazem parte da construção do GrETUA. À mesa partilhar-se-á aquilo o que foi a história do núcleo e como poderá ser o GrETUA no futuro, dado o seu presente contexto na Universidade e na Cidade de Aveiro.
Haverá espaço ainda para de um pequeno monólogo chamado "Tiros nas Didascálias", pelo ator João Tarrafa, e uma leitura parcial do espetáculos "Carta Aberta Aos Meus Papás", pelas atrizes Catarina Bon de Sousa, Catarina Reis Amorim e Gabriela Cavaz, alunas do curso de formação do grupo.
GAPE - Grupo de Artes Performativas da ESTAL, Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa
TUP - Teatro Universitário do Porto
mISCuTEm - ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa
Tubo de Ensaios - Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa
NNT - Novo Núcleo Teatro, FCT, Universidade Nova de Lisboa
Tubo de Ensaios - Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa
Distingue o melhor espetáculo.
Consagra o espetáculo mais inovador.
Atribuído ao espetáculo que obtém a mais alta classificação dos espetadores do Festival.
O júri do FATAL 2019 é composto por Anick Bilreiro, em representação da Câmara Municipal de Lisboa, Jorge Lucas, em representação da Fundação Calouste Gulbenkian, Teresa Faria, em representação do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da ULisboa e por Pedro Saavedra e Ricardo Teixeira, atores portugueses de renome.
No contexto da celebração da 20.ª edição do FATAL foi desenvolvida uma nova identidade gráfica para o Festival.
A Cadeira FATAL continua em cena como elemento principal do novo logótipo e do novo Troféu. Mudou de aspeto mas mantém-se inabalável, enfrentando a instabilidade dos tempos modernos. Tal como os grupos de Teatro Universitário, a Cadeira FATAL está de pé!
Alameda da Universidade
1649-004 Lisboa
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Metro: Cidade Universitária (linha amarela)
Carris: 731, 735, 738, 755, 764, 768
Alameda da Universidade
1649-004 Lisboa
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Metro: Cidade Universitária (linha amarela)
Carris: 731, 735, 738, 755, 764, 768
R. da Escola Politécnica 56
1250-102 Lisboa
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Metro: Rato (linha amarela)
Carris: 6, 9, 58, 74, 92, 720, 727, 738, 773, 790
Elétrico: 24
R. da Escola Politécnica 56/58
1250-102 Lisboa
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Metro: Rato (linha amarela)
Carris: 6, 9, 58, 74, 92, 720, 727, 738, 773, 790
Elétrico: 24
Largo da Academia Nacional de Belas Artes 4
1249-058 Lisboa
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Elétrico: 28
Metro: Baixa-Chiado / Cais do Sodré
Campo Grande 18
1700-162 Lisboa
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Metro: Campo Grande (linha amarela/verde)
Carris: 207, 701, 717, 731, 736, 750, 755, 767, 798
Rua António Gedeão
1950-347 Lisboa
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Comboio: Marvila
Carris: 759, 793
Junta de Freguesia de Benfica
Avenida Gomes Pereira, 17
1549-019 Lisboa
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Carris: 716C, 724, 750, 784
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
Antigo Solar da Nora
Estr. de Telheiras 146
1600-598 Lisboa
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Metro: Telheiras (linha verde)
Carris: 747, 767, 778